Oficina de Exibição e Programação Audiovisual
gratuita para formação de núcleos audiovisuais independentes!
A idéia é dividir com os participantes um pouco mais da experiência da Kinoforum que realiza, desde 1995, o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo e, desde 2001, as Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual.
O projeto tem como objetivo viabilizar e apoiar a formação de coletivos jovens de atuação na área audiovisual. Durante a Oficina de Exibição e Programação Audiovisual, os participantes terão aulas de produção, pesquisa de conteúdo, programação e uma introdução à viabilização de projetos.
A partir da Oficina, serão formados três núcleos de exibição com os jovens participantes, que terão orientação e apoio do Ponto de Cultura Audiovisual Kinoforum para as ações do grupo em formação durante todo o ano de 2010.
Inscrições:
de 23/02/2010 a 14/03/2010 no blog do projeto: http://pontodecultura.kinoforum.org.br/ ou na Associação Cultural Kinoforum (Rua Simão Álvares, 784 ? casa 02 ? Pinheiros, das 10 às 16hs.)
O resultado da seleção será divulgado no dia 16/03/2010.
Aulas: 20, 21, 27 e 28 de março, das 9h às 18h
Contato:
Ponto de Cultura Audiovisual Kinoforum
Telefone: 11 3034 5538 (com Vânia ou Vanessa)
Matéria retirada da redação do Catraca Livre
Pela primeira vez no Brasil, será realizada a mostra Cinema da Geórgia: um século de filmes que exibirá os 12 melhores longas da história do cinema produzidos na república do Cáucaso. A proposta pretende promover o início de um diálogo cultural entre Brasil e Geórgia.
A Mostra será realizada de 15 a 27 de dezembro no Centro Cultural Banco do Brasil ? São Paulo, com ingressos por R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).
Além da exibição dos filmes, haverá um debate logo após a sessão do filme O Grande Vale Verde (Big Green Valley), dia 15, terça, às 19h, com o diretor georgiano Merab Kokochashvili e o ator e tradutor Irakli Gioshvili. O debate abordará temas como "O Cinema Georgiano de Vanguarda dos Anos 20", "O Cinema Georgiano dos Anos 60" e "Parajanov".
Outros destaques:
Minha Avó, de Kote Mikaberidze - filme mudo de 1929, censurado por quarenta anos e um exemplo fascinante da mistura entre futurismo e construtivismo, com imagens sátiro-grotescas;
Sal para Svanetia, de Mikhail Kalatozishvili (ou Mikhail Kalatozov, diretor do clássico Sou Cuba) ? filme de 1930, escolhido para abordar a relação entre morte e vida. Apresenta um período de mudança radical que marcou os anos 60;
Alaverdoba, de Giorgi Shengelaya ? longa de 1962, primeiro exemplo de como personagens passivos não necessariamente beiram o conformismo; outros que vêm marcados com a mesma tônica: Uma Exposição Extraordinária, de Eldar Shengelaya, filme de 1968; Novembro, de Otar Iosseliani, de 1967; Pirosmani,, de Giorgi Shengelaya, de 1969; O Grande Vale Verde, de Merab Kokochashvili, e Era Uma Vez Um Pássaro Negro, de Otar Iosseliani, de 1970;
A Lenda da Fortaleza de Suram, de Sergei Parajanov, de 1984, que, com poucos diálogos e surrealismo em abundância, mostra o estilo incomparável e mágico deste grande mestre, numa história de exílio, pobreza, servidão e assassinato, permeada por elementos sobrenaturais, histórias dentro de histórias, e um final quase flutuante, celebrando a resistência e a cultura. Filme foi o vencedor do prêmio da crítica na 11ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (1987);
Medo de Matar, de Dito Tsintsadze, de 2003, recebeu o Golden Shell no Festival de Cinema de San Sebastián e o Prometeu de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Tbilisi.